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O Ensino de língua Inglesa na EJA: uma experiência a partir do People’s Museum

Esta pesquisa tem como propósito auxiliar os alunos de uma 4ª Fase da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de uma escola estadual da cidade do Recife a desenvolver a oralidade em Língua Inglesa e a melhorar a sua autoestima por meio um processo de ensino-aprendizagem de Língua Inglesa baseado em uma atividade social (Engeström, 1999) Participation in a People’s Museum. Para isso foi aplicado um material didático, elaborado sob a perspectiva da Teoria da Atividade Sócio-Histórico-Cultural – TASHC (Vygotsky, 2001; Leontiev, 1977; Engeström, 1999), na qual a pesquisa está embasada. Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1997), os alunos da EJA são pessoas que buscam novas oportunidades, que querem se aperfeiçoar para o mercado de trabalho e serem incluídas no meio social, mas também apresentam uma baixa autoestima. A metodologia desta pesquisa está baseada na teoria sócio-histórico-cultural (TASHC) e na Pesquisa Crítica de Colaboração – PCCol (Magalhães, 2004), em que se procura estabelecer, por meio da reflexão crítica, mudanças da realidade. E para a discussão dos dados foram utilizadas as categorias argumentativas propostas por Liberali (2013), categorias enunciativas, discursivas e linguísticas. Esse tipo de pesquisa propõe intervenção direta na prática dos participantes, criando um espaço para a reflexão de suas ações e possibilitando a compreensão da possível transformação pretendida. Portanto, acreditamos que um ensino de Língua Inglesa atraente e significativo, com assuntos do interesse dos aluno, e que tenham a ver com a realidade em que vivem (Bonfin e Alvarez, 2008), despertará neles o interesse pelo estudo da língua estrangeira e os auxiliará a ter um melhor desempenho na Língua Inglesa, melhorando sua autoestima, desenvolvendo sua autonomia e auxiliando-os em sua formação pessoal e profissional.