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A perspectiva do inglês como língua franca como agente de decolonialidade no Ensino de Língua Inglesa

Mesmo em face da mundialidade do inglês, em que as interações em Língua Inglesa (LI) ocorrem, predominantemente, entre falantes em contextos multilíngues e multiculturais, o ensino e a aprendizagem do idioma têm seguido a lógica da colonialidade que consiste em produzir, organizar e distribuir conhecimento sob os termos e condições estabelecidos pelas forças hegemônicas. A partir desse cenário, o presente artigo pretende refletir sobre a perspectiva do Inglês como Língua Franca (ILF) como uma forma de transgredir as práticas colonialistas nas aulas de LI, uma vez que as antigas condições de relevância e adequação do ensino de Inglês como Língua Estrangeira (ILE) não mais se aplicam aos modelos pedagógicos que satisfaçam às tendências da pós-modernidade. Para tanto, para servir de base teórica, utilizamos autores como Sousa Santos (2007, 2008, 2016), Mignolo (2006a, 2006b), Castro-Goméz e Grosfoguel (2007), Walsh (2009), para expor os principais conceitos do novo paradigma epistemológico que põe em xeque a visão dominante da ciência moderna. Para estabelecer uma contraposição entre os princípios do ILF e do ILE, embasamo-nos em autores como Seidlhofer (2011), Jenkins, Cogo e Dewey (2011), Graddol (2006), além de autores que discutem as limitações dos testes de proficiência em LI como Jenkins e Leung (2016), Hall (2014), dentre outros. O texto desafia a pensar no ensino, aprendizagem e testes de proficiência em LI a partir de teorizações e rupturas epistemológicas que tendem a favorecer o enfrentamento das forças do colonialismo que continuam reverberando nas aulas de inglês.