Voltar

Podcast Observatório ELT

Já estão disponíveis no Observatório para o Ensino da Língua Inglesa e nas principais plataformas de áudio os primeiros episódios do podcast Observatório ELT. Com conteúdo voltado para docentes de língua inglesa, gestores e profissionais da educação, o podcast traz, ao longo de seis episódios de sua primeira temporada, informações e discussões qualificadas sobre o setor, com entrevistas que contribuem para o entendimento do ouvinte a respeito do cenário brasileiro de ensino e aprendizagem da língua inglesa. 

Com apresentação da jornalista Patrícia Santos, gerente de projeto de inglês do British Council no Brasil, o podcast apresenta, no formato de entrevistas, temas como uso de dados no planejamento e gestão do ensino, inglês como língua franca, letramento racial crítico, entre outros.

Os episódios são lançados semanalmente, sempre às quintas-feiras, nas principais plataformas de áudio, e disponibilizados nesta página. Siga o podcast Observatório ELT nas principais plataformas de áudio para receber as notificações dos novos episódios. Confira abaixo os que já estão no ar.

Este podcast faz parte das ações do Observatório para o Ensino da Língua Inglesa, iniciativa coordenada pelo British Council, como parte do programa UK-Brazil Skills for Prosperity realizado pelo governo britânico.

 

Episódio #1: Pesquisa sobre perfil docente

O primeiro episódio da série repercute os dados da pesquisa “Professoras e professores de inglês no Brasil – Retratos de uma profissão a partir do Censo Escolar e do Censo da Educação Superior”, produzida pelo Observatório para o Ensino da Língua Inglesa. O estudo apresenta dados e análises sobre o perfil das mulheres e homens que lecionam inglês no Brasil, destacando questões como carga de trabalho e titulação acadêmica. 

Participam do episódio Vander Viana, professor associado da University of East Anglia, do Reino Unido; e Marina Oliveira, professora de língua inglesa do Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro e doutoranda em Educação pela PUC-Rio.

Ouça:

 

Episódio #2: Letramento racial crítico na sala de aula

O segundo episódio da série aborda o papel de professoras e professores na promoção de um ensino inclusivo, com foco no letramento racial e demais questões que envolvem desigualdades. Participam a professora Maria Carolina Azevedo, mestranda em Educação na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e docente na rede municipal da capital fluminense; e Alexsandro Santos, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo e presidente da Escola do Parlamento da Câmara Municipal de São Paulo. 

Os convidados abordam o conceito de letramento racial crítico e compartilham experiências de iniciativas que buscam criar um ambiente mais inclusivo na sala de aula. “O letramento racial crítico é o uso de ferramentas de leitura e escrita baseadas na teoria racial crítica, com o objetivo de combater as estruturas hegemônicas de poder a partir da educação”, afirma Carolina Azevedo na entrevista.

“É preciso a gente lembrar da relação muito próxima entre discurso e mudança social – quando falamos em letramento racial crítico, estamos comprometidos com um processo de mudança social”, comenta Alexsandro Santos.

Confira:

Episódio #3: Gestão do ensino com base em dados

O terceiro episódio do podcast Observatório ELT é dedicado à importância dos dados e evidências para o planejamento e gestão do ensino de inglês. Patrícia Santos, jornalista e apresentadora do podcast, conversa com Raquel de Oliveira, vice-presidente de educação e políticas públicas da startup britânica Gigalime, com experiência de mais de 20 anos em educação e língua inglesa, incluindo um trabalho recente na Secretaria Municipal de Ensino de Caruaru (PE). 

Raquel compartilha sua experiência como professora e gestora – ao comentar ferramentas de gestão para a educação, ela alerta: “aquilo que você não planeja está fadado a fracassar”. Ela destaca que dados, evidências e planejamento formam uma tríade essencial para colocar em prática ações efetivas em prol da qualidade do ensino.

“Na minha concepção, ter acesso a dados e evidência é muito importante para a gestão. O mínimo de um planejamento é fazer um diagnóstico da situação inicial – seja dos alunos de uma turma ou mesmo dos estudantes de uma escola – e então definir metas realistas, levando em conta as especificidades de cada situação e trabalhar em equipe”, orienta Oliveira.

Ouça abaixo:

 

Episódio #4: Avaliação de larga escala para língua inglesa

A avaliação em larga escala para o ensino da língua inglesa é o tema do quarto episódio do podcast Observatório ELT. Participam da discussão Gladys Quevedo-Camargo, mestre e doutora em Estudos da Linguagem e docente do curso de Letras da Universidade de Brasília (UnB); e Chico Soares, pós-doutor em Educação e professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Os especialistas defendem que o Brasil precisa de uma avaliação externa de larga escala para a língua inglesa.

“Precisamos de um padrão nacional e uma avaliação externa bem feita vai criar esse padrão. No caso da língua inglesa isso é necessário porque queremos que os nossos estudantes saiam da educação básica sendo capazes de ler literatura em inglês, o que é absolutamente fundamental”, afirma Chico Soares.

“Para termos uma avaliação desse tipo ainda há um longo caminho a percorrer. Definir o que será cobrado numa avaliação desse tipo é extremamente complexo, porque há vários aspectos – não estamos falando só de gramática ou conhecimento lexical, por exemplo. Estamos falando de uso da língua, por isso a complexidade da elaboração dessa avaliação, principalmente levando em conta que a BNCC privilegia a oralidade”, defende Gladys Quevedo-Camargo.

Confira:

 

Episódio #5: Inglês como língua franca

O que muda no ensino da língua inglesa quando se tem a perspectiva do idioma como língua franca? De que usos da língua estamos falando? Quais as implicações para docentes e estudantes desse entendimento da função da língua? Questões como essas são abordadas no quinto episódio do podcast Observatório ELT, que conta com a participação de Savio Siqueira, doutor em Letras e Linguística e docente da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e Telma Gimenez, doutora pelo departamento de Linguistics and Modern English Language da Lancaster University, da Inglaterra, e docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL). 

Segundo Telma Gimenez, “a perspectiva de inglês como língua franca se coloca como alternativa ao ensino de inglês como língua estrangeira porque reconhece que essa língua hoje tem um status diferenciado e que vem sendo apropriada por falantes de diferentes línguas maternas como uma ferramenta de comunicação”.

De acordo com Sávio Siqueira, é um campo de estudos que vem se desenvolvendo há mais de duas décadas, com grandes implicações pedagógicas. “Como alternativa a uma tradição de ensino de inglês como língua estrangeira, a perspectiva da língua franca aponta caminhos, amplia perspectivas. Inglês como língua franca responde ao contexto mundial em que o inglês é usado por falantes de línguas diversas, em espaços multilíngues.  

 

Episódio #6: ELT e uso de tecnologias

A partir da perspectiva da língua como mediadora de relações culturais, econômicas e sociais, o sexto episódio da primeira temporada do podcast Observatório ELT discute os caminhos e possibilidades do ensino de inglês no século XXI. 

Contribuem com a discussão do episódio Janaina Cardoso, professora, pesquisadora e diretora do Instituto de Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Maurício Sousa Neto, professor de língua inglesa com experiência nas redes pública e privada da educação básica.

Tendo em vista a perspectiva do idioma como meio de comunicação e mediador de relações, há implicações para o ensino de inglês. Segundo Janaina Cardoso, “vivemos um século translíngue e plurilíngue que demanda um trabalho multicultural no ensino de línguas”. Cardoso alerta que a cibercultura envolve um acesso à tecnologia que não é igualitário: “O acesso às tecnologias digitais pode proporcionar ferramentas para aprender inglês, mas a falta de acesso pode ser prejudicial ao desenvolvimento desse conhecimento”.

Mauricio Sousa Neto aponta que o desenvolvimento da tecnologia, acentuado a partir da década de 90, acompanha o surgimento de novas ferramentas de ensino e aprendizagem. “Videogames, por exemplo, proporcionam um ensino indireto e acidental com seus textos, narrativas e sistema de fases. Ao chegar na escola, os jovens acostumados com essas tecnologias precisam de novos estímulos”, aponta Neto.