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Igualdade de gênero: pesquisa britânica busca participantes do Brasil

Três garotas pré-adolescentes olham para a tela de um tablet

A University of East Anglia e a Queen’s University Belfast no Reino Unido, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizam, ao longo deste ano e do próximo, uma pesquisa inovadora sobre a contribuição do ensino da língua inglesa para um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. Mais especificamente o estudo é sobre o Objetivo 5, que busca alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas até 2030.

Liderada pelos professores e doutores Vander Viana e Aisling O’Boyle, a pesquisa intitulada “Gender-ing ELT: Perspectivas, práticas e políticas internacionais”, ocorre em 10 países representando vários continentes, além de diversos níveis de desenvolvimento, políticas linguísticas e diferentes índices de inclusão de gênero. São eles: Bangladesh, Botswana, Brasil, China, Colômbia, Indonésia, Marrocos, Filipinas, Ucrânia e Vietnã.  No Brasil, a pesquisa é coordenada pela professora doutora Danielle Menezes.

O estudo busca a participação de professores de inglês, diretores escolares, alunos de escolas de 13-14 anos, pais desses alunos, professores universitários de cursos de Letras (Português-Inglês ou Inglês) e alunos universitários desses mesmos cursos. A pesquisa financiada pelo British Council visa examinar as perspectivas e práticas, aumentar a consciência sobre questões de gênero e promover reflexões sobre a igualdade de gênero no ensino da língua inglesa nos países em que o estudo é realizado. Além disso, busca melhorar o aprendizado e o ensino da língua inglesa promovendo o desenvolvimento econômico e o bem-estar.

“O gênero tem sido pouco explorado na educação da língua inglesa e esta é uma chance única de avançar os limites da pesquisa existente, para desencadear mudanças sociais de uma forma ascendente e sensível ao contexto e para apoiar o Objetivo 5 de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas”, de acordo com Viana, da University of East Anglia.

O projeto de pesquisa considera que, apesar de o gênero ter sido considerado como uma variável em pesquisas sobre habilidade de aprendizagem de línguas e avaliação, poucos estudos foram realizados em torno da interseccionalidade para compreendermos como as identidades sociais de uma pessoa são combinadas em práticas discriminatórias. Esse tipo de pesquisa é fundamental para lançar luz sobre nossa compreensão das múltiplas barreiras que se cruzam para a igualdade de gênero e das práticas transformadoras de gênero exigidas no ensino de idiomas.

O projeto tem duração de 18 meses e mais informações podem ser encontradas no site da University of East Anglia.

 

 

Fonte: University of East Anglia

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