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Minha experiência: Mídias digitais como recursos para o ensino de inglês

Resources for English Teaching

Há sete anos, sou professor de inglês. Trabalhei em cursinhos, atualmente leciono na rede pública e eu já utilizava metodologias ativas nas minhas aulas mesmo antes de conhecer esse termo. Na verdade, desde o meu tempo de aluno, no ensino médio, eu já observava o uso dessas abordagens em sala de aula, que me atraíam muito. Quando me tornei professor, eu trouxe essa didática para a minha prática de professor do estado e da rede municipal. E continuo desenvolvendo esses processos com os meus alunos a cada ano.

Uma das metodologias ativas que eu uso é a aprendizagem baseada em projetos. Eu também sempre fui adepto do uso de tecnologia no ensino. Busco trabalhar com as redes sociais e mídias de forma geral e passo trabalhos em que os alunos utilizam suas próprias redes, como Facebook e Instagram. Em um deles, envolvendo Simple Present, por exemplo, eles tinham que criar frases e postar sobre o que costumam fazer, sobre a sua rotina. 

Sempre que posso, eu utilizo esses recursos digitais, porque eles gostam muito e isso faz parte da vida deles. Na minha dissertação de mestrado, eu analisei três aplicativos usados para a aprendizagem de inglês: Duolingo (https://www.duolingo.com/), Memrise (https://www.memrise.com/pt-br/) e Hello English (https://helloenglish.com/). São aplicativos gratuitos e de fácil acesso, e eu incentivo os alunos a usá-los. 

Durante o ensino remoto, na pandemia, pedi para os estudantes produzirem vídeos, segurando cartazes com uma ilustração e frase de motivação para o Setembro Amarelo, a campanha de prevenção ao suicídio. Com os vídeos que eles enviaram, eu fiz uma postagem no Facebook, em uma iniciativa em parceria com a Secretaria de Educação, envolvendo inglês e mídias. E também foi uma forma de compartilhar a experiência com outros professores. Também uso trechos de filme e de séries para o aluno ver a língua aplicada no dia a dia e ajudá-lo a desenvolver a compreensão auditiva.

Outro recurso que costumo usar são jogos, por exemplo “questions and answers”. Divido a turma em duas grandes equipes. Em geral, faço essa atividade na primeira semana após o retorno das férias de julho, para animar a turma e dar continuidade ao programa. Eles respondem perguntas relativas aos conteúdos que estudaram no 1o e no 2o bimestres. Eles adoram, se esbaldam. Também faço perguntas de conhecimentos gerais em inglês, envolvendo matérias como química, ciências e geografia.

Importância e vantagens

Eu acho que o uso de metodologias ativas valoriza o aluno e é algo essencial. Hoje, os estudantes têm acesso à tecnologia e à informação o tempo todo. Muitas vezes, eles chegam com uma informação que nem mesmo a gente sabe. Então, temos que aproveitar essa bagagem que eles trazem e colocá-los como protagonistas da aprendizagem.

Por exemplo, no projeto que eu faço dos países que falam língua inglesa, eles aprendem muito por conta própria. Pesquisam no Google, no YouTube, o que é muito mais interessante do que ficar em uma aula engessada que pouco atrai o aluno. 

Desafios

Um dos principais desafios em trabalhar com metodologias ativas é apostar no protagonismo dos alunos, sendo que eles, muitas vezes, não estão preparados para percorrer esse caminho. 

Nesse projeto que faço dos países com eles, por mais que eu delimite os tópicos e os ajude, eles têm muita dificuldade em procurar e selecionar as informações e fazer pesquisa. Eles acabam indo para a Wikipédia e copiando os conteúdos. Ao mesmo tempo que hoje eles estão cercados de informações e possuem um perfil mais autônomo, eles também têm essa dificuldade em lidar com o emaranhado de informações e querem tudo mastigado. 

Dicas

Acho que uma boa dica para quem quer começar a usar metodologias ativas é buscar informação na internet. Há muitos conteúdos e artigos sobre o tema. As universidades estão discutindo essas metodologias.

Depois, sugiro ver o conteúdo que você vai trabalhar e pensar em como é possível desenvolvê-lo de um jeito diferente, centralizando mais no aluno e dando espaço para ele se tornar protagonista. 

Enfim, temos que estudar e, claro, trocar ideias com os demais professores, inclusive com os de outras matérias, pois a interdisciplinaridade está aí como uma forma de metodologia ativa para potencializar o processo de ensino e aprendizagem.