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Minha experiência: Ensino de inglês por meio de jogos

Há 20 anos, eu atuo no setor privado e há 16 na rede pública. Sempre vi a necessidade de tirar o aluno da inércia, de ser apenas um expectador da aula. Busco usar metodologias ativas ao fazer questionamentos para que eles entendam e busquem o porquê das coisas — por exemplo, a razão de se usar um tempo verbal em determinada situação e não outro. Isso já causa uma inquietação, porque eles têm que pensar para responder.

Um recurso que ajuda muito é a gamificação. Eu passo links de jogos e atividades que eles têm que resolver, como Wordwall (https://wordwall.net/), Baamboozle (https://www.baamboozle.com) e Quizlet (https://quizlet.com/pt-br). Às vezes, também faço competições com a turma. Eles ficam muito mais engajados e vêem mais sentido em responder. Saem da passividade de só ouvir o professor falar e vão praticar o que estão aprendendo de uma forma que eles gostam.

Ao final das unidades de conteúdo, eu sempre proponho um projeto relacionado ao tema que viram. Por exemplo, quando estudaram passado simples, eles tinham que apresentar algo sobre o que fizeram nas últimas férias ou o que aconteceu em determinado ano. São situações em que eles vão pesquisar, falar, escrever, produzir cartazes ou até mesmo fazer um jornal ou vídeo para o Instagram. Já tratamos de diversos temas, desde os sonhos que eles têm e como podem alcançá-los até o movimento Fridays for Future, da ativista Greta Thunberg.

Importância e vantagens

Entre as vantagens em utilizar metodologias ativas, eu vejo que o aluno fica muito mais autônomo, participativo, consegue produzir mais e se desenvolver melhor em relação às competências e habilidades esperadas. A compreensão e fluência na língua também melhoram, porque ele está praticando mais. Uma aula mais dinâmica fica mais atraente e gostosa não só para o aluno, mas também para o professor, porque ele vai ver que o estudante está aprendendo e conseguindo colocar em prática aquele conhecimento. 

Desafios

Além da questão da falta de recursos, como internet e computadores, sobretudo nas escolas públicas, uma barreira para a utilização de metodologias ativas pode ser a falta de compreensão que alguns gestores e famílias têm sobre o assunto. Alguns diretores podem achar que algumas atividades são bagunça ou falta de domínio da turma pelo professor, porque determinadas práticas realmente geram movimento no colégio, e os alunos se empolgam. O processo pode ser mesmo um pouco tumultuado, mas ele tem um objetivo. Talvez alguns pais pensem na mesma linha, pois consideram que só matéria e livro produzem conhecimento.

Dicas

Para quem quer saber mais sobre o uso de metodologias ativas, eu sugiro participar de grupos de professores no Instagram, pois os professores estão online e vários deles estão ligados a essas metodologias. Muitas novidades são postadas e compartilhadas. Também vale ficar ficar de olho no British Council, que traz ideias interessantes de atividades que podem ser usadas para sair um pouco da rotina. E também é preciso estudar e ir atrás.